Familia

Feira de Santana - Bahia

Rebeca e Murilo

Há histórias que a gente não começa a fotografar no dia do ensaio. A gente começa anos antes, na vida.


Conheço a Rebeca e o Murilo há mais de uma década. Além de fotógrafos extraordinários que admiro profundamente, tornaram-se grandes amigos. Tive a honra de fotografar a gestação da segunda filha, da terceira, a família, além de já ter sido fotografado por eles. Acompanhar de perto a construção dessa família e ser amigo deles, é um presente que Deus por meio da fotografia me deu. 😍


E fotografar quem também enxerga o mundo através de lentes traz um desafio lindo: a entrega precisa ser crua, real e viva. Ainda mais fora de casa, onde o cenário é aberto e a dinâmica das crianças dita o ritmo do jogo.


Nenhum ensaio documental é sobre “fazer todo mundo olhar e sorrir”. É sobre unidade, individualidade , as relações de amizades, o amor entre irmãos e os pais com os filhos.


É ver a Lis, a mais velha, ocupando seu espaço com a maturidade de quem guia.


É capturar a Aninha, a do meio, com toda a sua personalidade — inclusive naquele segundo sutil de ciúme, no desejo puro de também ter o colo exclusivo só para ela.


É registrar o José, o mais novo, descobrindo o mundo no ritmo leve e curioso de quem acabou de chegar.


Nessas imagens tem o pai que joga para o alto, que brinca e que é porto seguro. Tem a mãe que é a verdadeira âncora da casa — equilibrando o afeto com o Murilo e o olhar atento para três universos completamente diferentes que crescem ao mesmo tempo. Tem a cumplicidade entre irmãos, o caos gostoso da infância e a liberdade de ser exatamente quem se é.


Fotografar a família da Rebeca e do Murilo não foi sobre dirigir poses. Foi sobre perceber os laços. Foi sobre estar presente com a alma aberta para capturar a poesia que existe na vida como ela é: dinâmica, afetuosa, intensa e verdadeira.


Obrigado, meus amigos, por me permitirem guardar a história de vocês mais uma vez.